- Miss Nobody
- Voluntariamente autista, sociável com trouxas, fluência em melancolicês. Não tem dom de se expressar pela fonética, mas ama a escrita mesmo sem saber juntar a multidão de letras que seguem suas células. Apenas uma alma muda na imensidão de vozes.
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sábado, 21 de outubro de 2017
Estou em casa, um beco sem saída que conheço tão perfeitamente, um beco escuro que muitos passam apressados, coberto de paredes pálidas, janelas que encontram outras janelas a sua frente como se tudo se abrisse para dentro outra vez.
Becos parecem passagens para universos paralelos que ao olhar é como se entrar neles pudesse ficar preso em outra realidade, uma sensação estranha a noite como um congelar do tempo. A beira de um caminho interrompido, eu entro e seja o que for que estiver logo atrás quanto mais ando parece que as paredes se encontram nas laterais, o único alívio é saber que há uma entrada para tudo, a única coisa que aprendi desse beco é que ele se volta pra fora porque ele já está cheio de dentro tão cheio que dá pra ver até onde vai.
Nessas paredes tão conhecidas, me pergunto, onde eu deveria estar agora?
Eu sei como se entra aqui e quanto mais a brecha me convida mais a parede me atrai, rodeada pela presença de ter que atravessá-la, rompe-la adiando a visão da entrada.
Por um momento só procuro por saídas internas, outro lado, portas secretas e a brecha com o tempo turva e afilada faz crer que só há paredes. Até o céu é encaixado. Visão quadrada da luz.
Encostada em seu limite olho a minha entrada, todos os dias tenho que entrar nesse sonho ir até seu limite para enxergar mais uma vez que ele tem seu fim onde começou, como vim parar aqui, tenho que me lembrar que ele não acaba aqui dentro ou termina para onde vou, ele sempre começa dia após dia. Encostada nos limites do meu beco olho cansada a luz do alto de duas pequenas janelas me dou conta das minhas pernas, olho em volta e percebo que o beco é apenas a minha cama todos os dias. Um beco dentro de tantos outros becos do mundo afora.
Becos parecem passagens para universos paralelos que ao olhar é como se entrar neles pudesse ficar preso em outra realidade, uma sensação estranha a noite como um congelar do tempo. A beira de um caminho interrompido, eu entro e seja o que for que estiver logo atrás quanto mais ando parece que as paredes se encontram nas laterais, o único alívio é saber que há uma entrada para tudo, a única coisa que aprendi desse beco é que ele se volta pra fora porque ele já está cheio de dentro tão cheio que dá pra ver até onde vai.
Nessas paredes tão conhecidas, me pergunto, onde eu deveria estar agora?
Eu sei como se entra aqui e quanto mais a brecha me convida mais a parede me atrai, rodeada pela presença de ter que atravessá-la, rompe-la adiando a visão da entrada.
Por um momento só procuro por saídas internas, outro lado, portas secretas e a brecha com o tempo turva e afilada faz crer que só há paredes. Até o céu é encaixado. Visão quadrada da luz.
Encostada em seu limite olho a minha entrada, todos os dias tenho que entrar nesse sonho ir até seu limite para enxergar mais uma vez que ele tem seu fim onde começou, como vim parar aqui, tenho que me lembrar que ele não acaba aqui dentro ou termina para onde vou, ele sempre começa dia após dia. Encostada nos limites do meu beco olho cansada a luz do alto de duas pequenas janelas me dou conta das minhas pernas, olho em volta e percebo que o beco é apenas a minha cama todos os dias. Um beco dentro de tantos outros becos do mundo afora.
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