- Miss Nobody
- Voluntariamente autista, sociável com trouxas, fluência em melancolicês. Não tem dom de se expressar pela fonética, mas ama a escrita mesmo sem saber juntar a multidão de letras que seguem suas células. Apenas uma alma muda na imensidão de vozes.
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Encaro paredes
tateando formas de abraçar
um rio corre lá fora
mas é de meu corpo o barulho das águas
Perdoem o que sou, digo
a beleza me matou antes
que eu me soubesse bonita
Perdoem o que sou, digo
eu choro a delicadeza de Rimbaud
pois também perdi a vida
Perdoem o que sou, digo
a verdade me escancarou
abri-me em janelas
e estou fadada a olhar profundamente
a terrível condição
de morrer para sempre
Perdoem o que sou, digo
é certo que todos temos
algo para amar
e é igualmente certo
que amando verdadeiramente
seremos ainda mais solitários
porque e digo isso
enfartada de vida interior
amar é antes de tudo
escolher amar
Perdoem o que sou, digo
ainda ei de encontrar Dickinson
e ela me dirá alegre
que a beleza é a verdade
e que nisto somos irmãs.
P. F. Filipini.
(Obrigada por esse poema existir Pâmela).
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