- Miss Nobody
- Voluntariamente autista, sociável com trouxas, fluência em melancolicês. Não tem dom de se expressar pela fonética, mas ama a escrita mesmo sem saber juntar a multidão de letras que seguem suas células. Apenas uma alma muda na imensidão de vozes.
Popular Posts
-
Meu coração tem trinta anos mas as vezes parece que ainda não nasceu as vezes parece que já viveu tempo demais eternidades e efemeridades ...
-
Me deram um coração plantinha silvestre Rasteira Quase invisível Alguns olhares despreparados olham e dizem: "isso aqui é só mato...
-
Água límpida da nascente da alma Eu preciso da água que nasce de mim Não tenho como prever quando essa temporada de seca, mudez e frio vai...
-
tem uma lâmina nos meus olhos só vejo em cortes profundos tenho um olhar que rasga a realidade só vejo rasgos em um tecido finíssi...
-
Sei que estou desmoronando mais uma vez é interno o corpo envia sinais o tempo todo é lento sinto a vertigem de quem está a beira do preci...
-
Julho de 1880. Meu caro Théo, É um pouco a contragosto que lhe escrevo, não o tendo feito há tanto tempo, e isto por muitos motivos. At...
-
Dizem que somos poeira das estrelas, somos formados da mesma composição do universo. Somos universos particulares, cheios de constel...
-
Esses dias uma planta secou e observei quanta beleza também há no seco, como há uma doçura melancólica nas cores secas, tudo é necessário...
-
Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou duro demais com ele, eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja. Há um páss...
-
Existem colecionadores de todos os tipos e sou uma admiradora de todos eles, gosto mais dos que colecionam raridades, algo incomum...
Blogger news
Tecnologia do Blogger.
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Amargura no dia
amargura nas horas,
amargura no céu
depois da chuva,
amargura nas tuas mãos
amargura em todos os teus gestos.
Só não existe amargura
onde não existe o ser.
Estão sendo atropelados
em seus caminhos,
os que nada mais têm a encontrar.
Os que sentiram amargura de fel
escorrendo da boca,
os que tiveram os lábios
macerados de amor.
Estão terrivelmente sozinhos
os doidos, os tristes, os poetas.
Só não morro de amargura
porque nem mais morrer eu sei.
Hilda Hilst.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário