- Miss Nobody
- Voluntariamente autista, sociável com trouxas, fluência em melancolicês. Não tem dom de se expressar pela fonética, mas ama a escrita mesmo sem saber juntar a multidão de letras que seguem suas células. Apenas uma alma muda na imensidão de vozes.
Popular Posts
-
Água límpida da nascente da alma Eu preciso da água que nasce de mim Não tenho como prever quando essa temporada de seca, mudez e frio vai...
-
Meu coração tem trinta anos mas as vezes parece que ainda não nasceu as vezes parece que já viveu tempo demais eternidades e efemeridades ...
-
tem uma lâmina nos meus olhos só vejo em cortes profundos tenho um olhar que rasga a realidade só vejo rasgos em um tecido finíssi...
-
Sei que estou desmoronando mais uma vez é interno o corpo envia sinais o tempo todo é lento sinto a vertigem de quem está a beira do preci...
-
Julho de 1880. Meu caro Théo, É um pouco a contragosto que lhe escrevo, não o tendo feito há tanto tempo, e isto por muitos motivos. At...
-
Dizem que somos poeira das estrelas, somos formados da mesma composição do universo. Somos universos particulares, cheios de constel...
-
Me deram um coração plantinha silvestre Rasteira Quase invisível Alguns olhares despreparados olham e dizem: "isso aqui é só mato...
-
Esses dias uma planta secou e observei quanta beleza também há no seco, como há uma doçura melancólica nas cores secas, tudo é necessário...
-
Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou duro demais com ele, eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja. Há um páss...
-
Existem colecionadores de todos os tipos e sou uma admiradora de todos eles, gosto mais dos que colecionam raridades, algo incomum...
Blogger news
From
childhood’s hour I have not been
As
others were—I have not seen
As
others saw—I could not bring
My
passions from a common spring —
From
the same source I have not taken
My
sorrow—I could not awaken
My
heart to joy at the same tone —
And
all I lov’d—I lov’d alone —
Then—in
my childhood—in the dawn
Of a
most stormy life—was drawn
From
ev’ry depth of good and ill
The
mystery which binds me still —
From
the torrent, or the fountain —
From
the red cliff of the mountain —
From
the sun that ’round me roll’d
In
its autumn tint of gold —
From
the lightning in the sky
As
it pass’d me flying by —
From
the thunder, and the storm —
And
the cloud that took the form
(When
the rest of Heaven was blue)
Of a
demon in my view —
Tradução:
(Leonardo de Magalhaens)
A free bird leaps
on the back of the wind
and floats downstream
till the current ends
and dips his wing
in the orange sun rays
and dares to claim the sky.
But a bird that stalks
down his narrow cage
can seldom see through
his bars of rage
his wings are clipped and
his feet are tied
so he opens his throat to sing.
The caged bird sings
with a fearful trill
of things unknown
but longed for still
and his tune is heard
on the distant hill
for the caged bird
sings of freedom.
The free bird thinks of another breeze
and the trade winds soft through the sighing trees
and the fat worms waiting on a dawn bright lawn
and he names the sky his own
But a caged bird stands on the grave of dreams
his shadow shouts on a nightmare scream
his wings are clipped and his feet are tied
so he opens his throat to sing.
The caged bird sings
with a fearful trill
of things unknown
but longed for still
and his tune is heard
on the distant hill
for the caged bird
sings of freedom.
Tradução:
O pássaro livre se lança
nas costas do vento
e flutua rio abaixo
até onde a corrente termina
e banha as suas asas
nos raios alaranjados do sol
e ousa revindicar o céu.
Mas um pássaro que desce
a sua gaiola apertada
raramente pode ver atráves
das suas barras de raiva
suas asas estão cortadas e
seus pés amarrados
então ele abre o seu gargalo para cantar.
O pássaro engaiolado canta
com trinado amedrontado
sobre as coisas desconhecidas
mas ansiava pela calma
e a sua cantiga é ouvida
no morro distante
pois o pássaro engaiolado
canta de liberdade.
O pássaro livre pensa sobre outra brisa
e os ventos alísios suave através das árvores suspirantes
e as minhocas rechonchudas aguardando num gramado clareado
pelo o amanhecer
e ele nomeia o céu de seu próprio
(ele nomeia o céu como seu)
Mas o pássaro engaiolado está em cima do túmulo dos sonhos
a sua sombra exclama num grito de pesadelo
suas asas estão cortadas e seus pés amarrados
então ele abre o seu gargalo para cantar
O pássaro engaiolado canta
com trinado amedrontado
sobre as coisas desconhecidas
mas ansiava pela calma
e a sua cantiga é ouvida
no morro distante
pois o pássaro engaiolado
canta de liberdade.
I Know why the caged bird sings,
Maya Angelou.
(Estou editando aos poucos a carta do Van Gogh sobre o pássaro na gaiola pra trazer pra cá enquanto isso conheci esse poema ontem e me tocou profundamente e preciso dizer que quero muito conhecer os livros dessa mulher guerreira, forte, negra e que cantava pelo seu povo e pela liberdade, obrigada Maya por ter cantado nesse mundo o que os passarinhos feridos sabem ouvir nas colinas mais distantes).